Tenho uma conta no Couchsurfing desde 2014, mas nunca tive coragem de ir sozinha na casa de um desconhecido. Eu sempre prefiro ficar em albergue/hostel, pois é barato, posso ficar sozinha quando quero e também conhecer gente do mundo inteiro. 

Contudo, em 2016 acabei indo para uma parte da Alemanha que não tinha hostels ou hotéis acessíveis, já que não era uma região turística como: Paris , Londres , Berlin, etc. Então resolvi checar o Couchsurfing já que ia com uma amiga. “Ir com a amiga é sussa, vai?”, pensei. E foi assim que começou minhas experiências na plataforma.

Experiência 1: o cara tranquilão

No primeiro dia em Dusseldorf fiquei com a “cara no chão” quando um rapaz simplesmente nos deu a chave da casa dele – no momento em que nos conhecemos. Acontece que ele tinha um compromisso e não podia nos receber naquele dia.

No entanto, na minha cabeça de brasileira, a gente super podia ter varrido a casa dele inteirinha, na boa! E olha que, até então, eu não tinha nenhuma referência no Couchsurfing! Enfim, estava com a minha amiga, me senti super segura e passamos um final de semana bem gostoso. Nikolaus, nosso anfitrião alemão, nos levou pra passear e beber. Além disso, cozinhamos um strogonoff brasileiro para ele. Sucesso!

Experiência 2: amor livre

Eu, minha amiga Janaina e meu host Nikolaus, em Duisburg

Eu, minha amiga Janaina e meu host Nikolaus.

Depois, minha amiga foi embora e fui pra Duisburg sozinha. A anfitriã era uma mulher e logo pensei: “tá sussa!” Ela tinha diversas referências, mas confesso que dessa vez a experiência foi bem bizarra. 

Essa mulher meio que tinha um relacionamento aberto (só fui saber disso depois) com um indiano. Ele, desocupado, pode passear comigo o dia inteiro e veio com umas histórias bem estranhas sobre “holistic healing”.

No começo me mostrei interessada, pois não sabia o que era (ainda não sei). Ele me disse que havia curado diversas pessoas que haviam se hospedado lá, me propôs algumas coisas, mas eu disse não. A casa estava sempre cheia, mas com medo, eu trancava a porta do quarto quando ia dormir.

Está se perguntando o que eu fui fazer nessa parte da Alemanha? Adoro e estudo patrimônio industrial. Essa era uma antiga fábrica de carvão do vale do rio Reno chamada Zeche Zollverein e agora virou centro cultural.

Experiência 3: o iraniano

Minha última parada era em Dortmund. Ali, encontrei um couch na casa de um cara mesmo. Nessa época, eu já não estava mais nem aí. A verdade é que é muito mais fácil encontrar um couch na casa de homens. Na época, ele comentou que eu não tinha nenhuma referência (foi o único) no site e pediu meu Facebook. No fim, ele foi super respeitoso. Além disso, foi uma troca bem legal porque ele é iraniano (não conhecia ninguém, nem nada sobre o Irã) e arquiteto, como eu.

Experiência 4: o português arquiteto

No mesmo ano, fui pra Genebra, na Suíça, uma cidade super cara e pouco turística. Então, a melhor opção foi arrumar um couch. Mais uma vez, foi uma experiência bem legal. Fiquei no apartamento de um português arquiteto gente fina chamado Rui. Ele não pode me acompanhar nos passeios porque trabalhou todos os dias, mas ele me deu várias dicas e conversamos bastante.

Experiência 5: o espanhol atrevido

Minha última experiência foi bem ruim. Foi em Salamanca, na Espanha, estava sem grana e encontrei um couch com um espanhol que já no primeiro minuto me convidou para ir descansar com ele na CAMA! Eu disse não, obrigada. Felizmente, ele tinha um outro quarto com cama no apartamento.

Não estava afim de sair e procurar outro lugar para ficar, então fiquei lá (sou doida mesmo!). A verdade é que meio que ignorei o fato, fiz minhas coisas, passeios sozinhas, mas também sai com ele. Nessa saída, ele me mostrou alguns lugares, conversamos e fui vendo que o cara era solitário, carente e meio depressivo.

Resumo das minhas experiências com anfitriões homens

Enfim, só para constatar, não rolou nada com nenhum desses caras. NA-DA! Afinal, o Couchsurfing é um aplicativo de hospedagem (uns dos mais antigos). Mas também é uma rede social que proporciona e facilita o encontro de pessoas. É claro que as vezes a química rola.

Vários amigos meus já passaram por isso. Se hospedaram na casa da alguém e rolou um super romance. Mas isso não é regra, não é o primeiro propósito, como em outros aplicativos como Tinder, Happen e etc.

Para mim, o mais legal é conhecer alguém que mora na cidade que você está visitando, que conhece lugares menos turísticos, que está mais inserido na cultural local. Quando fico em hostels, acabo conhecendo mais estrangeiros, outras pessoas que não são daquele lugar, como eu.

Eu só tive 5 experiências e todas na Europa, mas eu tenho umas dicas legais para você que quer economizar, se aventurar, conhecer um local e até um crush. Fiquem ligadas aqui no site, pois no próximo texto vou falar sobre tudo isso.

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