Poucas pessoas sabem, mas é possível viajar barato na Índia. O país é bem em conta para viajar e, além disso, possui a moeda bastante desvalorizada em relação ao real.

No entanto, muitas vezes, com receio de passar perrengue ou medo de viajar pelo país sendo mulher, acabamos tendo que pagar mais pela nossa segurança. Contudo, aqui vão algumas dicas que já apliquei e que considero seguras (já que deram certo).

É sempre bom lembrar que há diferentes tipos de viagens e de viajantes. Tem coisas que não dá para abrir mão e outras que conseguimos ser mais flexíveis, mas é possível adaptar as dicas para a realidade de cada uma de nós. Vamos lá?

Transporte entre cidades

Há diversas formas de se locomover entre cidades. Entre elas há avião, taxi, tuktuk, trem, ônibus, carona, e por aí vai. Mas, para viajar, as duas melhores opções são trem e ônibus.

O trem era o que eu mais gostava e usava. Eu sabia o local e o horário que ele sairia (as vezes atrasava, tudo bem) e sabia exatamente onde ia me deixar. Além disso, era onde eu poderia encontrar as melhores tarifas.

Há opções de vagão com ou sem ar condicionado, com cama ou sem etc. Apesar da maioria das pessoas sugerirem que um estrangeiro pegue as classes 1AC, 2AC ou 3AC (todas mais privadas, com ar condicionado e, teoricamente, mais seguras), a minha sugestão é que você viaje de sleeper class.

A classe sleeper é a do povão que vai dormindo e é muito legal você observar a dinâmica do trem. O entra e sai de pessoas, vendedores ambulantes gritando, famílias fazendo refeições etc. A sleeper class custa metade do preço das classes com AC e pode ser uma super economia, além de render boas histórias.

Outras dicas:

– Na hora de comprar, pegue a cama de cima. Assim, você terá um pouco mais de privacidade e as pessoas não fiquem te olhando muito (porque elas vão olhar mesmo você estando em cima).

– Leve seu power bank para não ter que usar a tomada do trem. Além de ter só uma e ela nem sempre funcionar, pode ser perigoso dormir com o celular carregando.

– Durma com os pertences de valor sempre com você.

– Leve um tapa olho e protetor de ouvido. Durante a noite, as vezes as luzes se apagam e fica silencio, mas o entra e sai de passageiros não para.

Coma comida local, vegetariana e de rua

Apesar das condições de higiene um pouco duvidosas, as comidas de barraquinhas são mais frescas do que as de restaurantes (recomendação feita pelos próprios indianos). Por não ter onde armazenar, tudo sempre está fresquinho, sem contar que os pratos são incrivelmente saborosos e os preços são muito melhores. Além disso, a comida vegetariana na Índia é sempre mais barata do que as opções com carne. E nada melhor do que conhecer uma cultura pela comida e comer com locais, não é?

Água

Nesse assunto é difícil falar de economia. Mas, por favor, só beba água de garrafa e verifique se a que você comprou está lacrada. 1L custa cerca de 20 rupias (R$ 1,00). Em vendinhas menores é possível encontrar uma água de saquinho de boa qualidade por 7 rupias – e isso deve-se ao fato de que o governo ajuda a custeá-la.

Barganhar

Essa última dica já é bastante conhecida, mas é preciso reforçá-la: barganhe para tudo.

Os indianos costumam colocar o preço bem alto para turistas – que, na maioria das vezes, pagam por ainda ser barato. Sendo assim, se for comprar roupa, souvenir etc, faça sempre a contraproposta pela metade do que o vendedor te falou.

Se for corrida de tuktuk e ele não tiver meter (aquele relógio que conta o valor da corrida), considere de 10 a 15 rupias um preço justo por km. Se você tiver em mercadinhos, na parte de trás das embalagens sempre tem o preço, que é tabelado.

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