Falamos muito sobre como viajar é um ato transformado. No entanto, pouco debatemos sobre como uma viagem pode impactar, positivamente ou não, diversas comunidades pelo mundo. A verdade é que aliar os dois, ou seja, sua própria mudança interna com um impacto positivo para a comunidade é um caminho benéfico para todos e isso pode ser mais simples do que pensamos.

Acontece que, atualmente, algumas agências de viagem já se conscientizaram sobre como o turismo pode ser um agente de transformação social. A Plana Turismo de Experiência, por exemplo, oferece roteiros que, além de proporcionar um despertar da consciência do viajante, possibilitam melhorias para as comunidades.

É verdade que muitas de nós não paramos para pensar nos impactos que nossas presenças podem causar em determinados destinos. Por exemplo, você sabia que na alta temporada Gramado é um destino insuportável, pois não comporta tantos turistas e acaba em desequilíbrio populacional?

Você sabia que na Guarda do Embaú, em Santa Catarina, há pouco tempo um grande empreendimento imobiliário tentou comprar um lote enorme de terras, localizado em área de proteção ambiental, somente para criar um polo turístico com restaurantes e redes de hotéis?

São por esses e por outros motivos que nós, viajantes ou turistas, precisamos começar a pensar no impacto que causamos e as consequências disso. Nesse sentido, pensar em algumas questões é essencial.

Por exemplo, será que não seria melhor conhecer um destino em baixa temporada? Não seria interessante se hospedar em hospedagens familiares, como hostel e pousadas, ou até mesmo comprar itens e alimentos em pequenos empreendimentos visando colaborar financeiramente com a população local? São questões pontuais que podem ajudar muito a comunidade de um destino.

Viagens que transformam: afinal, como podemos impactar positivamente o destino?

Crédito: Plana / divulgação

Viagens transformadoras são aquelas que impactam positivamente a todos. Um exemplo é o roteiro de Vivência Cultural Quilombola, em Ubatuba (SP), da Plana Turismo de Experiência. O roteiro é uma oportunidade de vivenciar a cultura quilombola por meio de conexões e com isso ajudar a comunidade financeiramente.

A vivência conta com roda de conversa, roda de jongo, trilha, banho na cachoeira, visita a uma casa de farinha e até a experiência de provar as comidas tradicionais. Liliane Jacintho, criadora da Plana, explica que há vários motivos relevantes para um viajante ter esse tipo de experiência.

“Acredito que há muitas importâncias. Uma importância de conexão com a história do nosso país e com as pessoas que estão ali. Além disso, é uma oportunidade para você desconstruir o que você tem na cabeça sobre o que é uma comunidade tradicional e uma oportunidade de construir um novo conceito”, finaliza.

Vivência Cultural Quilombola

A próxima vivência acontecerá entre os dias 28 a 30 de setembro, em Ubatuba. O valor é de R$400 e inclui hospedagem coletiva em casas familiares, alimentação completa e todas as atividades da programação. Para saber mais, é só entrar em contato pelo e-mail plana.consultoria@gmail.com.

 

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