Mais um fim de semana chegou e eu na mesma. Bastante cansada por causa do trabalho, as tão sonhadas férias bem longe da data prevista, e sofrendo com a escassez de verbas típica de um fim de mês qualquer. Foi então que decidi fazer algo diferente: ser turista na própria cidade.

Acordei cedinho e fui até um museu de arte moderna. Apesar de estar a apenas dez minutos de caminhada na minha casa nunca tinha ido até lá. Descobri alguns restaurantes que nunca tinha prestado atenção no caminho e, depois de aproveitar a exposição no meu tempo, escolhi um deles para almoçar. Já alimentada, fui até um parque não muito longe dali. Sempre passava em frente ao ir pro trabalho, mas nunca parei, sei lá porquê. Ali, aproveitando o sol da primavera, passei algumas horas lendo um livro.

Voltei para casa no fim da tarde cansada de tanto bater perna, mas ao mesmo tempo, feliz por ter me desafiado a fazer algo diferente. Às vezes a gente se orgulha de dizer que conhece uma cidade do outro lado do mundo de cabo à rabo, e perde a oportunidade de conhecer um tanto de coisas interessantes que estão à meia hora de ônibus de distância.

Por mais que eu ame viajar, e já tenha até chutado o balde e tirado um sabático só para isso, eu sei que tenho as minhas responsabilidades e o meu trabalho. Viver na estrada não é uma realidade para mim, e para a maior parte das pessoas também não. Mas isso que não dizer que a emoção da aventura e da descoberta não podem estar presentes no seu dia a dia.

Ser turista na própria cidade: não precisa ser nada glamoroso

Dê uma passada naquela feira de rua que você nunca foi, experimente o restaurante novo que acabou de abrir, leve o cachorro para passear numa pracinha diferente, não importa. Não é porque você não tem R$3000,00 para dar numa passagem aérea agora, ou não pode se afastar do trabalho pelos próximos meses, que você precisa virar escravo de uma rotina que te faz achar que o único jeito de aproveitar a vida é viajando e deixando tudo de lado.

A gente passa tanto tempo vendo a vida perfeita e a viagens incríveis dos outros nas redes sociais que acaba ignorando tudo que há em volta. Veja bem, usar a internet para pesquisar destinos e roteiros para a sua próxima viagem é uma coisa, mas ficar babando no Instagram alheio e se lamentando por você não estar em Cancún nesse momento é outra.

Sigo sendo fã incondicional de viagens, de todas as oportunidades e emoções que elas proporcionam. Continuo também me deliciando com o planejamento dos meus roteiros enquanto a data de embarque ainda está longe. Mas descobri que aproveitar o que está ao meu redor também pode ser uma pequena aventura. E na impossibilidade imediata de uma viagem para valer, isso não é melhor que nada?

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