Há muitos anos meu coração escolheu Pipa como um dos meus destinos preferidos no Brasil. Não sei dizer quantas histórias tenho para contar e quantas vezes já estive nesse paraíso. Claro que eu tenho a sorte de morar a 3/4 horas de distância dessa vila, mas não é isso que me faz sempre voltar.

Pipa está localizada no Rio Grande do Norte e fica a 80 km da capital do estado, Natal. Devido as suas belas praias, águas quentes, piscinas naturais, falésias, golfinhos e badalação (se você estiver afim), é um dos destinos mais procurados não só pelos brasileiros, mas pelos gringos também.

Só este ano já estive três vezes por lá. Em uma das idas fui acompanhada e nas outras duas estive sozinha. Em fevereiro, no carnaval, decidi fugir da folia (Pipa só tem festinha de carnaval na quarta-feira de cinzas e nos outros dias não fica tão lotada porque a galera corre pra Olinda) e passar uns dias sozinha nadando com os golfinhos. Foi maravilhoso! Brinco que tive um “carnaval sabático”.

Pipa: belezas naturais, curtição e liberdade

Me hospedei em um hostel e como estava com pouco dinheiro, trabalhei à noite como garçonete em uma creperia que sempre faço freela quando preciso. Durante o dia eu ficava na praia observando as belezas ao meu redor e ouvindo o barulhinho do mar. Que delícia, viu? 

Em março, nas minhas férias do trabalho, fui novamente. Me hospedei em hostel de novo e não quis fazer freela porque dessa vez queria curtir a noite também. Pipa é pequena, o que te dá muita liberdade de locomoção e considero tranquila em relação a assédio. Claro que tem que se ter cuidado como em qualquer lugar do mundo, mas quando se hospeda pertinho da rua principal é muito de boa andar à noite sozinha pra ir e vir da balada.

Já na minha primeira noite conheci Mayra, de Brasília, que também estava só e hospedada no mesmo hostel que eu. Saímos para jantar e depois ficamos na rua. Lembro que em uma das nossas conversas eu disse a ela que tenho uma teoria que quando se viaja sozinha coisas mágicas acontecem e ao final da viagem Mayra me disse que isso era real!  

Na outra noite Mayra tinha outros planos e eu acabei me encontrando com Dayane, de Florianópolis. Nós duas participamos de um grupo de couchsurfing só para as minas no Facebook e alguns dias antes da viagem ela estava pedindo dicas sobre chegar em Pipa. Dei algumas informações e como Dayane estaria na mesma data que eu na cidade, combinamos de nos encontrar. Por conta disso, nessa noite, não ficamos sozinhas e curtimos juntas um show de salsa.

Depois de tantas andanças criei outra teoria que diz assim: Viaje sozinha e sozinha não ficarás (a não ser que você queira).

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