Uma mudança está em curso. Nós, mulheres, estamos cada vez mais conscientes da importância de se movimentar em prol da igualdade de gênero. A democratização das informações, por meio das redes, proporcionou um aumento do debate sobre o feminismo. As mudanças, ainda que pequenas, começam a aparecer e isso também reflete no turismo. A questão que fica é: há uma “revolução” das mulheres no turismo nacional?

Os dados começam a mostrar o cenário e, ainda que não seja possível dizer se há efetivamente um aumento no número de mulheres que viajam sozinhas, já que antes de 2014 não haviam dados para comparação, é importante entender o que eles representam.

Segundo o Airbnb, por exemplo, o Brasil está entre os cinco países onde mais mulheres viajam sozinhas. Uma pesquisa da companhia British constatou que mais de 50% das brasileiras, que participaram da pesquisa, já viajaram sozinhas. Sendo que 60% viajam só por independência e pela liberdade de organizar o próprio roteiro.

A mudança também reflete dentro de próprio setor

O suposto aumento do número de mulheres viajando sozinhas também está impactando em um movimento dentro do próprio setor para oferecer serviços específicos para elas.

Algumas inciativas, como a SisterWave surgiu da necessidade de proporcionar hospedagens colaborativas mais seguras para as mulheres. Já a Woman Trip, agência de viagem para mulheres, surge a partir de uma perspectiva de colaboração.

Segunda Dandara Degon, fundadora da agência, as mulheres agora, além de viajar sozinhas, querem compartilhar experiências com outras mulheres. Um reflexo da mudança comportamental que ocorre a partir da visão de que não somos rivais e que mulheres, podem e querem, ser amigas.

No episódio, deste mês, do podcast Mulheres pelo Mundo conversamos sobre o assunto com muito mais profundida. Para isso, contamos com a participação de Dandara Degon, empresário do ramo turístico, fundadora da Woman Trip, agência de viagem específica para mulheres, e professora da Universidade de Valparaíso, no Chile; Jussara Pellicano, viajante e fundadora da SisterWave e Mariana Aldrigui, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP).

Lembrando que o programa, deste mês, faz parte da campanha “O Podcast é delas”, uma iniciativa que ocorre anualmente, do mês de março, e visa proporcionar mais visibilidade para as mulheres na podosfera.

Aperta o play e ouça o episódio de março

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Informações técnicas:

Apresentação e edição: Nathalia Marques, jornalista e fundadora do M pelo Mundo.

Produção dos efeitos sonoros: Lucas Pascholatti

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