segurança em viagens

Confira algumas dicas de segurança para viajar sozinha!

Mês passado fiz uma viagem curta para São Paulo. Fui sozinha. Fiquei em um hotel ok no centro da cidade (gosto de ficar perto de coisas essenciais como mercados e farmácias). Queria dar uma passeada pelo quarteirão, pelo menos, porque conheço pouco da cidade. Quando estava prestes a sair, novamente sozinha, uma mulher me parou e perguntou se eu não tinha companhia para passear. 

Ela me contou que uma mulher e sua filha foram assaltadas no fim da rua do hotel de manhã e tiveram seus documentos e dinheiro levados. Essa história foi o bastante para me convencer a deixar o passeio para outra oportunidade.  Detalhe: restavam poucas horas de luz do dia, sendo quase seis da tarde.

No hotel, encontrei duas amigas viajando. Elas eram do Rio de Janeiro e estavam viajando sem acompanhamento de familiares pela primeira vez! Estavam animadas, mas receosas. Receberam dezenas de orientações para não sair com celular e bolsar, andar de um jeito X para não chamar atenção, e não confiar nem mesmo na recepção do hotel.

A insegurança delas me deixou pensativa

Sempre tenho um pouco de receio quando viajo sozinha pelo Brasil. É bem diferente do que viajar em cidades mais seguras em outros países. Preciso ficar alerta aos meus arredores e “confiar desconfiando” de pessoas muito simpáticas. É a realidade do nosso país, infelizmente (porém, isso não significa que você deve baixar a sua guarda no exterior, viu?).

Já estou acostumada a fazer isso e, só ao conhecer aquelas meninas, percebi que tem muita gente “cru” no quesito viagens solo. Além disso, o conselho daquela mulher desconhecida me deixou muito feliz. Saber que há pessoas que se preocupam com a sua segurança, mesmo sendo completas desconhecidas, acalma o coração. Pensando nisso tudo, vou compartilhar algumas dicas que sigo para me manter segura em viagens.

Estude bem a região da acomodação

Antes de escolher a sua acomodação, verifique se a região tem estabelecimentos convenientes (mercados, farmácias, restaurantes, bancos) para você não precisar andar muito em um local que não conhece. Procure resenhas e opiniões de outros viajantes e até mesmo pessoas que moram no local na internet.

Verifique os meios de transporte mais acessíveis e a distância dos pontos turísticos de interesse é viável para os seus planos. Dependendo da região, por exemplo, pode não ser tão seguro chegar no hotel muito tarde. Sim, hoje temos a facilidade dos aplicativos de carona, mas, em locais que você não tiver, pense bem no seu deslocamento.

Preste atenção nas pessoas

É como aquele velho ditado: “Em Roma , faça como os romanos”. Observe como as pessoas andam na rua, se vestem e até mesmo como interagem com atendentes de estabelecimentos. Procure não se destacar muito na multidão tanto com sua vestimenta quanto com seu comportamento “de turista”. 

É claro que, dependendo do lugar, você vai ser o fator diferente mesmo não querendo. Quando fui para o Japão, muitas vezes eu era a única estrangeira no local. Era impossível não me notar — e minha mochila cheia de coisas. Mas em nenhum momento me senti insegurança por causa disso. 

Resumindo: depende da situação.

Siga a sua intuição

Sabe aquela voz que diz “é melhor não” quando você dá de cara com alguém/algo meio suspeito? Muitas, muitas vezes, você não sabe como agir diante desse sentimento e pode não dar muita importância. É “preocupação de mais”. Na verdade, sua intuição é uma das armas mais poderosas quando você viaja, seja solo ou em grupo.

Já passei por lugares que só de ver, já me senti estranha. Já recebi propostas de pessoas desconhecidas em viagens (passeios, festas, eventos) e não senti firmeza. Nessas ocasiões, obedeci a minha intuição todas e você deve fazer o mesmo. 

Você é a única pessoa no mundo que sabe o que é melhor para você, então, não aceite convites estranhos. Se sentir que alguém está forçando a barra mesmo após um NÃO, procure ajuda. Se sentir que deve mudar de acomodação, faça isso. Mesmo que a pessoa pareça o ser mais legal e confiável do mundo, pense duas vezes antes de fazer qualquer coisa, ouviu?

Saiba os números de emergência locais

Essa é especial para quem viaja muito para o exterior. Recomendo também deixar os números da embaixada, imigração e consulado no celular, principalmente se a viagem for longa. Em caso de emergências, é bom ter esses números em mãos.

Por exemplo, uma vez presenciei um acidente de carro em um bairro da Nova Zelândia. Era tarde da noite e apenas eu e meus amigos estávamos por perto. Uma amiga que sabia o número ligou para a ambulância.

Nunca se sabe o que vai acontecer, né?

Mantenha familiares e amigos informados

Sempre que viajo, mesmo se for uma distância curta, deixo a minha família informada de todos os meus passos. Cheguei no aeroporto/rodoviária, mando mensagem. Prestes a decolar/viajar, mando mensagem. Cheguei no destino, mando mensagem. Cheguei no hotel, mando mensagem. Deu para entender, certo?

Quando saio para fazer passeios ou o que for e retorno no fim do dia, também deixo todo mundo informado. Caso aconteça alguma coisa (e todas esperamos que não), minha família vai saber pela falta de avisos de “estou bem”. 

Pode parecer um pouco neurótico ou até mesmo irritante, mas, de novo, nunca se sabe o que pode acontecer. É melhor que alguém saiba onde você está para entrar em contato com a acomodação ou autoridades em casos de emergência.

Esses são os comportamentos que procuro ter em todas as minhas viagens, além de estar sempre em alerta. Percebo que, em viagens no exterior, as brasileiras são muito mais cuidadosas do que outras estrangeiras. Vejo que não confiam com facilidade. Certíssimas. Quando se está em território desconhecido, infelizmente, não podemos baixar a guarda completamente.

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