Viajar: um remédio para o medo

Imagem: Pixabay

Você já quis sair da sua zona de conforto, mas não sabe como? Eu tenho um conselho: viaje. Não precisa ser para o outro lado do mundo ou do país. Pode ser para aquela pousada no campo que você sempre quis ir ou para a capital do seu estado. Qualquer que seja o destino que tenha em mente comece a fazer planos para conhecê-lo hoje.

Eu não acho que viajar resolve todos os problemas do mundo. Postar fotos bonitas no Instagram raramente torna a vida de alguém melhor. Mas viajar pode te ajudar a enfrentar as inseguranças adormecidas dentro de você. Quando comento sobre as – ainda poucas – viagens que fiz por aí, sempre ouço “como você é corajosa!” seguido de um comentário sobre como a pessoa não conseguiria fazer o mesmo por inúmeros motivos. Será mesmo?

É verdade que viajar significa desapegar-se. Mesmo que você fique em hotéis cinco estrelas e tenha todas as necessidades atendidas, viajar ainda é levar uma quantidade limitada de roupas e objetos na mala. Viajar é não estar na segurança da sua casa, onde você conhece tudo e todos. Viajar é fazer coisas que você normalmente não faria, como visitar um museu ou puxar assunto com alguém para pedir informação. Viajar é descobrir características suas que você julgava não ter.

Por isso, sempre digo que viajar é curar o medo que existe em nós. Se você quer ganhar um pouco de confiança, viaje sozinha. Ou com um grupo de amigas. Ou com o namorado ou com a família. É enfrentando o medo que se aprende a conviver com ele. Ter medo é útil. Ele te ajuda a evitar possíveis situações ruins, mas ele também te atrapalha se não for controlado.

Viajar é despertar os medos que estavam adormecidos

Aos 21 anos, eu fui para a Nova Zelândia. Tinha um mês de hospedagem numa casa de família na agência da minha cidade e um curso de um ano e só! Mas e como faz para ir ao médico se precisar? Como vou me comunicar com as pessoas? Como vou me locomover? Onde é o mercado mais próximo? Vou saber chegar lá? Todos esses questionamentos surgiram na minha mente algumas semanas antes do grande dia.

Eles só desapareceram quando tive meu primeiro dia de aula, me apresentei para a turma, e percebi que sim, era possível fazer aquilo. Você só percebe o quanto é corajosa, inteligente e mais independente do que julga ser quando está cara a cara com o medo. E viajar te obriga a enfrentá-lo. Não pense, apenas faça.

Um desafio para 2018

Te convido a planejar uma viagem, longa ou curta, para outro país ou para a cidade mais próxima. Te convido a ignorar aquela vozinha chata que te impede de fazer coisas legais e novas. Te convido a crescer como pessoa e perceber que você é capaz de enfrentar qualquer tipo de situação se tentar. Te convido a dar os primeiros passos, sozinha ou em grupo, para um mundo cheio de possibilidades! Te convido a compartilhar sua história quando você chegar em casa, sã e salva.

Boa viagem!

Faça um comentário
Natália Souza
Blogueira e apaixonada por viagens. Visitou alguns países, mas quer fazer a listinha crescer a cada ano. Tem um blog onde compartilha suas experiências pelo mundo.

Leia também:

Aviso

A reprodução total ou parcial do conteúdo publicado no M pelo Mundo, sem a autorização do site, é proibida pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.