Viajando sozinha para Montevidéu

Viajei sozinha para Montevidéu, capital do Uruguai, e foi uma experiência incrível! Seja porque a cidade passa segurança, seja pela tranquilidade de caminhar pela orla, seja porque os uruguaios são pessoas acolhedoras, ou por todos esses fatores juntos, Montevidéu me surpreendeu.

Nos cinco dias que passei na cidade, conheci diversos pontos caminhando. Coloquei meu fone de ouvido e sai livremente andando pela orla. Foi interessante, pois me senti segura para isso. Apesar de haver criminalidade, Montevidéu é bem segura se comparada com o que enfrentamos no Brasil.

Durante o tempo que passei, achei a cidade é bem organizada, as linhas de ônibus funcionam bem, as praias e urbanização se completam, o que dá um toque especial para o destino. É verdade que as praias são vazias, o mar gelado, mas dá para desfrutar de bons momentos.

Aliás, algo que me deixou bem feliz é a qualidade de vida na cidade, pois há diversos locais para lazer. Apesar disso, à noite a cidade é um breu.  São poucas pessoas nas ruas. Há, claro, lugares que contam com barzinhos, baladas, mas de forma geral é bem tranquila.

Outro fato interessante que percebi em Montevidéu, é que há muitos brasileiros, alguns são turistas, outros moradores. Por conta dessa grande movimentação, os uruguaios estão tão acostumados com os brazucas que nem se surpreendem mais com nossa presença. Em diversos locais, fui surpreendida com o som de músicas brasileiras. Talvez seja por essa atmosfera meio “brasileira” que me senti tão em casa.

Machismo em Montevidéu? Tem sim!

A única questão que me deixou receosa foi um caso de assédio. Estava na Plaza Independencia, tirando fotos, quando um homem me abordou e perguntou se eu estava sozinha. Na inocência disse que sim e ele perguntou se eu queria companhia. Me fiz de desentendida e disse que estava com um grupo de turistas. Ele foi embora.

Segui caminhando pela Cidade Vieja e entrei em um restaurante, logo em seguida o mesmo cara entrou no local. Saí no mesmo minuto e peguei o primeiro taxi. Meu coração ficou aos pulos. Cheguei à conclusão de que seja qualquer lugar que estejamos no mundo, mesmo o mais seguro, ainda teremos que lidar com assédio, infelizmente. O caso não fez com que eu perdesse minha viagem. Continuei ela normalmente, mais receosa, é claro, mas continuei…

 

 

 

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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