5 situações incomuns observadas por uma brasileira viajando pela Europa

Viajar, conhecer pessoas novas e culturas diferentes é sempre tão legal! Mas muitas vezes nos deparamos com algumas coisas que para nós podem parecer um pouco estranhas, mas que para os locais é comum e normal. E nem precisamos ir tão longe assim para sentirmos esse choque cultural, não é mesmo? Bom, viajei por alguns países da Europa e por lá encontrei muitas coisas diferentes e resolvi listar para vocês.

Cinco curiosidades e coisas diferentes que encontrei em países da Europa

1: Entregar/ receber dinheiro

Quando vamos à uma loja, restaurante ou até mesmo numa barraquinha na rua, nós não damos o dinheiro diretamente nas mãos dos atendentes. Ao invés disso, devemos colocá-lo em um pratinho que fica no balcão para que então os atendentes possam pegá-lo. O troco lhe é devolvido da mesma forma.

2: Lixeira no banheiro

Não existem lixeiras no banheiro, ou, se existem, elas estão sempre vazias. Na Europa não se joga papel higiênico na lixeira. Ao invés disso, deve-se jogar o papel no vaso sanitário e dar descarga. Muito mais higiênico, mas difícil de acostumar!

3: Transporte público

Em todos os países que fui, pegar transporte público foi a coisa mais simples do mundo. Você não precisa conhecer o local para onde está indo, nem ficar perguntando para os outros onde deve descer porque cada parada tem um nome e dentro dos transportes tem um mapa com o itinerário da linha em questão. Então, tudo o que você precisa saber é o nome da parada para onde você está indo e ficar atento ao nome de cada parada pela qual você passa.

Além disso, não há cobradores. Você compra um bilhete em algum terminal (ou na própria parada de ônibus, dependendo do cada país) e precisa apenas valida-lo em uma maquininha dentro do ônibus ou metrô para não pagar uma multa quando passar algum fiscal (algo que você nunca saberá prever quando vai acontecer). Outra coisa interessante: as portas não são automáticas; é você que abre as portas dos ônibus ou trens apertando um botão.

4: Máquinas de auto-atendimento em supermercados

Esse item eu observei na Áustria, mas imagino que deve ser comum em outros países da Europa também. Nos supermercados, além de haver os caixas normais com atendentes, há máquinas de autoatendimento onde você mesma passa seus produtos, paga e vai embora sem precisar falar com ninguém. É bem útil para compras menores. Vale a pena lembrar que não há sacolas para carregar suas compras, então leve uma ecobag caso vá comprar muitos itens.

5: Cachorro-quente

Sim! O cachorro quente é muito diferente daquele que estamos acostumados a comer nesse Brasilzão. Sabemos que por aqui os recheios variam de acordo com a região do país, mas em Zurique, por exemplo, o pão e a salsicha vêm separados. Você compra o salsichão (que pode ser branco ou vermelho) e o pão redondo, duro e massudo vem separadamente.

Aí você vai fazendo o cachorro quente na sua boca mesmo hahahah Eu, particularmente, achei o pão horrível por ser muito duro, mas o salsichão é uma delícia e foi meu almoço por vários dias seguidos, pois era o que o que minha grana podia pagar.

Na Áustria, o cachorro-quente vem em um pão de sal de mais ou menos 15 cm, com uma salsicha bem fininha que também pode ser branca ou vermelha. Não há molho em nenhum deles, no máximo Katchup e mostarda, e em ambos os países as salsichas são feitas em uma grelha como se fosse churrasco.

Bônus: Atitudes estanhas

Pessoas com atitudes fora do comum encontramos em qualquer lugar, mas parece que no exterior as encontramos com mais frequência. Quando eu estava voltando de Milão para Zurique o trem estava bem vazio, mas mesmo assim um senhor resolveu se sentar na minha frente. Ele começou a puxar conversa comigo e até aí tudo bem. Ele era da República Tcheca. Em algum momento da conversa ele resolveu me oferecer dinheiro, pois ele tinha muitos euros e não podia gastar tudo aquilo (?). Recusei uma, duas, três, dez vezes, até que fiquei realmente incomodada enquanto ele sacudia umas notas na minha cara, e disse que ele estava sendo esquisito. Ele respondeu que não era esquisito, era apenas incomum. Graças a Deus já estávamos perto do terminal, então me apressei para descer. Ele me desejou uma boa viagem e eu fiquei sem entender nada.

Tudo isso que vi em minha viagem pela Europa e me fez ter ainda mais vontade de viajar de novo e explorar mais e mais países. Cada experiência dessas é enriquecedora e aprendemos muito convivendo com a cultura e com as pessoas locais – mesmo com aquelas um pouco incomuns. 

 

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Brasiliense, professora de inglês, fotógrafa e escritora nas horas vagas. Amante das artes, da natureza e de tatuagens. Atendeu ao chamado desse mundão em 2017 descobriu nisso um novo propósito de vida.

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