Turistando em Brasília [II]: uma ida ao circo

Malabarismo com os pés; Imagem: Danielle Klier/ acervo pessoal

Há vários meses comecei a reparar que por vários pontos do entorno de Brasília (nas chamadas cidades-satélites) havia circos que ficavam armados por várias semanas seguidas. Por conta disso, lembrei da primeira e única vez em que fui a um circo, quando ainda era criança. Na época, fui com meus avós e gostei bastante. Rever o circo me fez ter uma enorme vontade de assistir a um espetáculo circense novamente.

Em novembro do ano passado chegou ao centro da cidade o Circo Mirage. Chamei meu namorado para ir comigo e ele topou. Então, no último fim de semana deles em Brasília, nós compramos nossos ingressos e ficamos bem em frente ao palco.

O circo não é grande (não imagine nada nem remotamente parecido com o Cirque du Soleil), mas acho que isso faz com que a atmosfera dele seja ainda mais interessante. Era um ambiente bem familiar, com muitas crianças, e de certa forma senti como se eu estivesse em uma cidade pequenininha, nos anos 40. 

Entre as atrações havia malabaristas, dançarinas, equilibristas, show de mágica (comandado por uma mulher), trapezistas, palhaços (que eram realmente engraçados) e, é claro, o globo da morte com quatro motos. Nada de animais! A comida era a mais típica possível, com cachorro-quente, pipoca, algodão doce, espetinho de morango com chocolate, churros e refrigerante. Comi quase de tudo (rs).

Reflexões sobre minha visita ao circo

Espetáculo de dança. Imagem: Danielle Klier/ acervo pessoal

Essas quase duas horas de espetáculo me trouxeram muitas reflexões, não apenas diversão. Fiquei pensando no que aquelas pessoas passaram e quantas coisas ruins elas tiveram que ouvir ao decidirem seguir com seus sonhos. E se elas tivessem dado ouvidos às pessoas negativas e resolvessem se adequar àquilo que somos ensinados, como ter um emprego “normal”, 8h por dia, de segunda a sexta? 

Por outro lado, também fiquei imaginando todos os perrengues pelos quais eles devem passar. Ficar muito tempo na estrada e trabalhar exaustivamente com pouco tempo para descansar entre uma apresentação e outra não é exatamente a definição de paraíso. Seja qual for o estilo de vida que adotamos, teremos perdas e ganhos. É uma questão de colocar tudo em uma balança e ver o que é melhor para você.

Após essa experiência,  minha dica é: seja por reflexão ou puramente por diversão, apoie os circos que passarem pela sua cidade! É um programa muito divertido e diferente para o fim de semana. Você vai curtir muito! E caso você tenha um projeto de vida que fuja da curva da “normalidade”, vá em frente de qualquer forma, pois só você pode saber o que é melhor para si.

 

 

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Brasiliense, professora de inglês, fotógrafa e escritora nas horas vagas. Amante das artes, da natureza e de tatuagens. Atendeu ao chamado desse mundão em 2017 descobriu nisso um novo propósito de vida.

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