Sozinha no exterior [parte II]

Fabiana Araújo, em Alhambra, Granada/ Arquivo pessoal

Como mencionei na [parte I], o foco deste relato será sobre a minha estadia em Barcelona. Comecei a viagem por Portugal e lá visitei três cidades (Lisboa, Coimbra e Porto). Em cada uma delas tinha um amigo ou amiga para me receber (embora tenha feito muitos passeios sozinha), mas em Barcelona seria eu por eu mesma.

Fiz o trajeto OPO – BCN pela Ryanair. Passei perrengue no aeroporto porque não era ligada nas restrições sobre bagagem de mão e confiscaram meu shampoo, condicionador, hidratante e perfume! A sorte que essas coisas no supermercado e/ou farmácia são baratas e não sofri muito em ter que comprar tudo novamente.

O hostel que me hospedei (pelo booking.com) foi indicação de um amigo. Não era um dos mais baratos, mas como era a única estadia que iria pagar, eu decidi luxar. Fiquei hospedada no Yeah Hostel Barcelona, que fica a poucos minutos da Basílica do Gaudí, tem free walking tour, é animado, limpinho, bonito e com um lounge super aconchegante. Lá também tem piscina, mas só descobri quando estava descendo pro check out

De rolê por Barcelona

Minha estadia foi curta, apenas duas noites. Cheguei à tarde bem cansada e fui dormir. À noite, quando acordei, fui dar rolê sozinha pelas ruas. Como era primavera, ainda tinha sol. Uma delícia! Na volta, sentei na recepção para ver o que acontecia e logo uma das meninas que estava no meu quarto perguntou se eu queria jantar. Falei que sim e fomos. Ela é argentina e também estava viajando sozinha. Quando voltamos para o hostel uma das funcionárias veio nos oferecer um pacote para uma balada e topamos na hora. Juntou uma galera grande e fomos todos juntos.  

Quem nos ofereceu a festa é tipo uma guia de balada. Te leva de metrô e ainda faz companhia. Você paga tudo para ela e pronto, chega no lugar e entra. Ela é brasileira e chegou falando em espanhol com a gente, nos explicando sobre os preços e tal. Quando abri a boca me soltou um “c@r#lh&, tu é brasileira e eu aqui me matando para falar espanhol”.

A balada foi na boate Shoko e a festa era para gringo ver. Tomei tanto chupito – uns shots com três tipos de bebida diferente, por aí  – que no outro dia dei uma adoecida: minha garganta começou a falhar.

Ainda consegui ir visitar a Basílica, mas todos os outros passeios que tinha planejado ficaram para uma próxima viagem. Até ir embora no outro dia, fiquei naquela de sair só para almoçar e jantar com a galera. Eu e a argentina nos juntamos com uma canadense divertidíssima e um brasileiro. Tinha hora que não se sabia mais em que língua falar. Essa experiência foi fantástica para mim.

De Barcelona fui para Granada, de ônibus, pela empresa ALSA. Uma viagem de quase 10h, mas confortável e tranquila. Em Granada já tinha um amigo me esperando na rodoviária. Como fiquei ainda mais mal da garganta, tive que acionar meu seguro saúde. Fui muito bem atendida por uma médica que me receitou antibióticos, cerveja, vinho e tapas. Melhor médica, claro! E ainda conheci Sevilla, meu último destino no país. De lá voltei para Lisboa e depois Brasil.

Em breve escreverei uma última parte para contar das minhas impressões sobre ser uma viajante sola no exterior, mas, já adianto o resumo aqui: foram maravilhosas.

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Fabiana Araújo
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Escritora e viajante apaixonada. Feminista, adora incentivar outras mulheres a viajarem sozinhas :)