Primeiras impressões de uma brasileira no Canadá [Parte I – Montreal]

Imagem: Montreal/Pexels

Ok, ok, ok. Sou suspeita. Eu sei. Sempre amei la culture française e todos os seus tentáculos. Sempre tive uma imensa idolatria pela região do Quebec. E agora, finalmente, depois de vencer meu medo do frio, cá estou. Não, não vou passar aqui o resto da minha vida. Não este mês, pelo menos. Só estou em Montreal passando alguns dias. Depois partirei em direção a Toronto e em seguida à cidade de Quebec. Em meio às coisas maravilhosas que estou vivenciando, decidi compartilhar com vocês meu olhar brasileiro sobre esta cidade.

Uma brasileira em Montreal

Montreal é plural. No metrô e nas ruas vê-se todo o tipo de pessoa, de todos os jeitos, de todos os estilos, de todas as cores, de todos os cabelos e tatuagens. Todas coexistindo. Não se vê caras feias e julgamentos. As pessoas simplesmente existem do jeito que são. 

 

O metrô é super rápido. Estou acostumada com o metrô do Rio de Janeiro , ok, talvez um dos piores do mundo, mas já estive em outras linhas de metrô de outros países e de outras cidades. O metrô é rápido mesmo. É tão rápido que nos dá a impressão de estar em uma cidade pequenina só porque o transporte é eficiente.

 

As pessoas são super simpáticas na rua. Elas veem que você está perdida e oferecem ajuda. Já estive em lugares com mapa aberto, toda errada, perdidaça mesmo e nada aconteceu. Ninguém se aproximou. Aqui, bastam dois segundinhos de um franzir de testa e vovôs param para te ajudar.

 

Não há “fiu-fiu” nas ruas!!! Tah-dah! Sim, brasileiras, não há perturbação! O máximo que acontece é um olhar. Discreto ainda por cima. Não há o “Gostosa! Vou te comer assim e assado!”. Enquanto estive flanando pela cidade, entrei em tudo que foi tipo de rua, todo tipo de lugar e me senti segura em todos. Segura como mulher, sabe? Nada intimidada. Aquele espaço pelo qual passava era meu também naquele momento. Nenhum homem tiraria aquilo de mim. 

 

As pessoas ocupam a cidade. A cidade é cheia de eventos no verão. Vi um flash mob maneiríssimo na Place Des Arts. Havia um DJ que tocou até não sei que horas. Em outro dia, em outra praça, havia uma roda de salsa. As pessoas simplesmente entravam e dançavam. Lindo. Todo o verão, pelo que me disseram, é assim. No Village, bairro em que fiquei, a rua principal é transformada em rua de pedestres. As pessoas ficam lá, ocupando, dia e noite. Há bares, boates e tal, mas elas também ficam na rua. 

 

 Os eventos nas ruas não são movidos a álcool. Não se pode beber nas ruas.  Gente, isso para mim foi surreal. Venho do Rio. A gente não faz nada sem uma cerveja na mão. Pois é. Todos os eventos que são na rua de Montreal  não têm álcool. Vou descobrir agora como são os de Toronto e os da cidade de Quebec. E as pessoas estão lá, dançando, animadaças. É de se pensar, né? 

Conclusão sobre Montreal?!

Verdade seja dita: Montreal não cabe em poucas impressões. Montreal é grande. É cosmopolita. Montreal é para ser vivida. Intensamente. Como os canadenses o fazem. Parto agora para Toronto. Mas e a vontade de voltar?!

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Natasha de Pina
Carioca curiosa, minha paixão pelas letras veio da impossibilidade de se conhecer o mundo todo em somente uma vida. Se não posso ver tudo fisicamente, que o faça pelos livros também. Minha vida é escrever e viajar. Não necessariamente nessa ordem.

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