Erros e acertos: o que mudaria na minha primeira viagem sozinha

Imagem: Joice Delgado/ acervo pessoal

Estou há poucos dias de completar um ano desde que recebi um empurrãozinho para realizar minha primeira viagem sozinha. Com a aproximação da data, fiquei um tanto reflexiva sobre como realizei minhas escolhas antes e durante a viagem e acabei criando uma lista do que faria diferente e do que recomendo e repetiria a dose. Acho que minha experiência pode ajudar vocês. Confira! 

Afinal, o que eu faria de diferente na minha primeira viagem sozinha?

  1. Trocaria o hotel pelo hostel

Por estar sozinha, imaginei que o hotel me traria uma sensação maior de segurança pessoal e dos meus objetos pessoais. Durante a viagem percebi que isso é ilusão e o hostel teria me dado a mesma segurança, com o extra de ter o acesso a outras pessoas que também viajam sozinhas e procuram por novas amizades.

  1. Bairro

Minha primeira viagem sozinha foi para Salvador e me hospedei em Rio Vermelho, bairro boêmio e muito movimentado durante a noite. Se por um lado foi ótimo estar inserida num bairro festeiro durante a noite, durante o dia a localização me afastava das praias. A praia do Rio Vermelho, por exemplo, não é própria para banho, o que implicava em deslocamento todas as vezes que desejava entrar no mar. Hoje, certamente escolheria ficar no Farol da Barra. Ou seja, sempre leve em consideração o que mais gosta de fazer durante as viagens antes de escolher o local da hospedagem.

  1. Passeios individuais

Um dos meus maiores anseios de conhecer Salvador era visitar as partes histórias e foi o primeiro passeio que fiz, logo que coloquei os pés na cidade. Como não conhecia direito o local, optei por pedir ao moço do translado para me levar aos principais pontos e a conclusão foi que passei muito rápido por tudo. A Joice de hoje esperaria um tempo para realizar esses passeios, faria um reconhecimento de território e das opções disponíveis ou sairia com as rotas todas planejadas de São Paulo.

  1. Tempo de viagem

Minha passagem por Salvador foi curta e a minha sensação foi a de ter deixado muita oportunidade de lado. Me programaria para passar, no mínimo, uma semana, para poder aproveitar o melhor da parte histórica e do sossego das praias. Claro que viagens curtas são muito bem-vindas, mas algumas deixam um gostinho de “quero mais” bem maior que outras.

  1. Amizades locais

No retorno para São Paulo fui engolida pela rotina novamente e acabei deixando meus amigos e contatos feitos durante a viagem de lado. Isso é pecado mortal e não repetiria novamente. As pessoas que conhecemos durante uma viagem, seja sozinha ou acompanhada, de longa ou curta duração, criam um laço mágico com nossas memórias e esse sentimento deve ser preservado.

Mas, então, o que repetiria da minha primeira viagem sozinha?

  1. Destino

Salvador é mágica. Ela é uma cidade que reúne história, natureza e riqueza cultural, me trazendo um encontro e um reconhecimento intenso. Cada ponto do Pelourinho, do Rio Vermelho, Senhor do Bonfim, Elevador Lacerda e Farol da Barra irradiam um turbilhão de sentimentos. Sem contar, é claro, do nascer e pôr do Sol… são inexplicáveis. Vá para a Bahia, mana!

Salvador. Imagem: Joice Delgado / acervo pessoal
  1. Passeios em grupo

Conheci as praias do Forte e de Itacimirim com um grupo de senhoras sensacional. Além de passar um dia incrível e de muito sol na companhia delas, me deram dicas de novos destinos, aonde ir e comer. Às vezes, abrir nossos pensamentos para ouvir as mais velhas e absorver as experiências turísticas e aventureiras delas nos traz grandes ensinamentos para seguirmos com nossas viagens.

  1. Conhecer a cidade de noite

Mesmo sozinha é legal curtir um pouco do que a cidade tem a oferecer durante a noite. Conhecer bares, locais para um bom jantar e bate papo continuariam dentro do meu roteiro de viagem.

  1. Apostar no que eu gosto

A maioria das minhas viagens anteriores foi baseada no gosto em comum, nunca no que era prioridade entre os meus destinos. Ter o poder de escolher o que você quer pode até parecer egoísta, mas é libertador.

  1. Viajar sozinha é demais

É um caminho sem volta: depois que você prova do gostinho de ser sua própria companhia, sempre terá isso como primeira opção.

E você, o que mudaria da sua primeira viagem sozinha? Deixa seu comentário e ajude outras manas. 

Faça um comentário
Joice Delgado
Jornalista, paulistana com os dois pés bem fincados no Nordeste. Corintiana, curiosa por natureza e crente de que toda experiência na vida pode render uma boa história. Um corpo no mundo.

Leia também:

Aviso

A reprodução total ou parcial do conteúdo publicado no M pelo Mundo, sem a autorização do site, é proibida pela Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.