O dia em que passei pela Garganta do Diabo e renasci

Nathalia Marques, próximo à Garganta do Diabo, nas Cataratas do Iguaçu

Há períodos da vida que percebemos que as mudanças estão batendo, insistentemente, em nossa porta. No entanto, por medo de enfrentar o novo, acabamos fingindo que não estamos escutando essas batidas. Era exatamente esse período de vida que eu estava enfrentando quando decidi viajar para Foz do Iguaçu e passei na Garganta do Diabo, localizada nas Cataratas do Iguaçu.

Acredito que a energia da natureza tem uma influência poderosa sobre nós, que ela é capaz de nos mudar e apontar caminhos, mas para isso precisamos prestar atenção no que essa energia tem a nos dizer. Por isso, quando estou em lugares onde há abundância de natureza tento, o máximo possível, me conectar com as energias do local. Foi por esse motivo que quando passei pela Garganta do Diabo, percebi que tive a renovação das minhas energias e que estava pronta para abrir as portas para um novo período da minha vida.

Para quem ainda não conhece, a Garganta do Diabo é um conjunto de quedas d’água. Dentro do Parque Nacional do Iguaçu, é possível chegar próximo dela por meio de uma passarela. Quando você passa é impossível não sentir uma felicidade imensa por ter o prazer de viver essa experiência. É impossível também ficar com as roupas secas, mas achei isso uma experiência incrível.

Nathalia Marques, nas Cataratas do Iguaçu

A história mística sobre a criação das Cataratas do Iguaçu

Sei que muitas pessoas não gostam muito do nome dado para esse conjunto de queda d’água. Por isso, fui pesquisar e descobri que o nome “Garganta do Diabo” foi dado por conta de uma lenda. Descobri também que as Cataratas são rodeadas de histórias místicas.

A lenda mais famosa diz respeito a sua criação. De acordo com essa lenda, os índios Caigangues, que moravam nas margens do Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado pelo Deus M’Boy que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã.

O cacique dessa tribo tinha uma filha chamada Naipi. Por ser muito bonita, ela foi consagrada ao Deus M’Boy e tinha que viver somente para o seu culto. No entanto, entre os Caigangues, havia um jovem guerreiro chamado Tarobá que acabou se apaixonou pela jovem.

Durante uma festa de consagração da jovem, o guerreiro aproveitou que todos estavam ocupados e fugiu com a moça em uma canoa. Quando o Deus M’Boy descobriu que tinha perdido a jovem acabou entrando em fúria e adentrando nas profundezas da terra. Isso fez com que uma gigantesca catarata fosse formada.

Desta forma, quando o Deus entrou na terra e surgiram as quedas d’água, tanto o guerreiro quanto a jovem moça acabaram desaparecendo. Reza a lenda que Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas. Já o guerreiro virou uma palmeira que fica localizada na beira de um abismo, inclinada sobre a garganta. Para vigiar os dois por toda a eternidade, a lenda diz que há um monstro localizado dentro de uma gruta na Garganta do Diabo.

Quer conhecer a Garganta do Diabo?

Como já mencionei, a Garganta do Diabo é um conjunto de quedas d’água das Cataratas do Iguaçu, localizado do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (Socorro, quanto “Iguaçu” rs).

A maneira mais fácil de chegar até o parque é pegando um ônibus do Terminal de ônibus. A passagem custa R$ 3,45 e em menos de 50 minutos você chega no local.

O parque fica aberto, diariamente, no horário das 9hs às 17hs. Para entrar é necessário comprar ingresso. O valor da entrada pelo site é de R$ 37,00 para adultos e R$ 10,00 para crianças de 2 a 11 anos e idosos acima de 60 anos. 

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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