No estoy sola, estoy conmigo

Nathalia Marques, em Buenos Aires. (Acervo pessoal)

A estrada para mim não tem fim. Enquanto todos voltam para suas casas, constroem suas famílias e suas viagens viram lembranças boas, eu permaneço cruzando fronteiras. Não paro. Questiono, e não poucas vezes, o que estou construindo com isso. 

É fato que construo momentos, conheço pessoas, lugares, culturas, mas o que isso realmente significa para mim? Não ter resposta exata me deu medo. É por isso que precisei me questionar muitas e muitas vezes sobre o assunto.

Me questionei sobre o futuro… Não permanecer em apenas um lugar seria um caminho de solidão? Que ganhos materiais terei com isso? Entendi que meus ganhos não são materiais. Entendi que jamais estarei realmente sozinha, pois aonde quer que eu vá estou comigo.

Diante de tanto dilemas e entendimentos, cheguei a uma conclusão final. A estrada está me preparando para quem devo me tornar e isso dinheiro nenhum pode me proporcionar. A verdade é que, ao invés de ficar em apenas um lugar esperando que as situações venham até mim gerar mudanças, eu decidi ir atrás das mudanças necessárias. Digamos que eu decidi ser a “dona” do meu destino. Mesmo sabendo que jamais terei controle sobre tudo.

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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