Uma aventura de bike pela estrada da morte na Bolívia

Crédito: Fernanda Durazzo / acervo pessoal

Então, dá medo? Dá! Mas tudo bem. Depois que você pega confiança, “cê” vai que vai!

“Não ando muito bem de bike”.

“Tenho problema no joelho”.

Tem problema no joelho? Eu também tenho. Foi difícil. Uma subida de 10 minutos – a única subida em todo o trajeto – e achei que não conseguiria. Mas eu consegui. Doeu um pouco, também tive medo, mas foi uma das melhores experiências da minha vida. E se eu pudesse, voltaria milhões de vezes!

Crédito: Fernanda Durazzo / acervo pessoal

Quanto foi? 310bs e mais 50bs de imposto cobrado à parte. Fiz com a galera do Barro Biking. Você “ganha” o que todo mundo (de todas as agências que  vendem o passeio) “ganha”: camiseta, CD e um lanche que não mata a fome.

São 64 km de bike. Uns 21 km de estrada asfaltada e o resto só na Estrada da Morte: esburacada, com pedregulho e os convidativos precipícios pra fechar a paisagem. Na Estrada da Morte se você vacilar, realmente, pode ser “da morte”, mas calma, nada disso acontece se você seguir as orientações de segurança que são dadas antes de começar qualquer atividade.

E, não fique na neura. Use os equipamentos, respeite seu limite e aproveita. A sensação de liberdade é absurda! Mais uma vez, pra enfatizar, use os equipamentos. Dá calor – muito calor -, são fedidos, mas são necessários e salvam a vida. Então, respeite o que os instrutores orientam, pois eles entendem. Mas antes de qualquer coisa, vá no seu tempo.

No final de toda a descida de bike passamos por uma “vilinha”, onde os moradores te saúdam e vamos para um bar onde os instrutores lavam as bikes e você pode comprar uma cerveja: a famosa Peceña (cerveja nacional boliviana). É boa, fraca, mas é boa. Depois de lavar as bikes, somos levados ao restaurante para almoçar, aproveitar a piscina disponível, relaxar e depois ir embora de volta a La Paz.

Observações importantes sobre o passeio

Crédito: Fernanda Durazzo / acervo pessoal

Obs1: Tem opção pra fazer tirolesa. É legal, mas não lembro quanto custa.

Obs2: Toma um café reforçado antes de sair de “casa”. O lanche que eles dão – dependendo da empresa – é miserável, só engana, mas o almoço depois compensa.

SIM, EU COMI SALADA NA BOLÍVIA, NO MEIO DO NADA E TÔ VIVONA.

Obs3: O DownHill é o dia todo. Eles te buscam bem cedinho no Hostel e na volta te deixam na frente da agência. Cheguei ao centro por volta das 20h/21h.

Obs4: Iniciamos o caminho numa altitude de 4100, portanto, antes de sair de casa, tomar o famoso Chá de Coca.

Obs5: O dia começa absurdamente frio (alto da montanha) e termina com muito calor.

Levar: Protetor solar e água. (As agências também orientam sobre o que se deve levar).

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Fernanda Durazzo
24 anos, internacionalista e libriana (mas meu ascendente em sagitário que grita por viagens). Apaixonada pela cultura latino-americana e uma andarilha incansável. Sigo por aí buscando pessoas e histórias diferentes.

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