Dicas de segurança para viajar sozinha pela Cidade do México

Nathalia Marques, Cidade do México

A Cidade do México é encantadora. Não sou muito chegada em grandes cidades, prefiro me aventurar por lugares menos movimentados, com poucas pessoas e muita natureza, mas a cidade realmente me surpreendeu.

Confesso que logo que cheguei, fiz uma comparação com São Paulo. Do táxi até o hostel, eu só pensava – ótimo, saí de SP para conhecer um lugar igual.  No entanto, foi percorrendo as ruas e conhecendo mais o lugar que me dei conta das muitas diferenças.

Apesar da cidade de São Paulo ser um pouco maior, a Cidade do México chega quase lá em tamanho territorial. Ali, vivem mais de oito milhões de pessoas. Os arranha-céus, o trânsito maligno e a correria são aspectos que, certamente, as duas cidades possuem em comum. Entretanto, quando pensamos em arte, cultura e natureza, a Cidade do México consegue se sobressair em quantidade.

Passei seis dias descobrindo a cidade, percorrendo suas ruas e conhecendo algumas regiões próximas. Era para ser uma viagem solo, mas acabei conhecendo algumas meninas e me juntando a elas para muitos passeios. No fim, acabei passando apenas dois dias sozinha. Mesmo assim, me sinto apta para passar algumas dicas para as mulheres que querem viajar sozinhas para lá.

Dicas de segurança para as mulheres que querem viajar sozinhas para a CDMX

O México vive uma onda de feminicídio. Todo dia sete mexicanas são assassinadas, segundo o Observatório de Cidadania Nacional de Feminicídio. Isso diz muito sobre a cultura e sobre a segurança do país, pois mostra que o machismo ainda é muito forte. Por isso, é importante se manter segura, ok?

1-Hospedagem

Recomendo que quem vai viajar sozinha para a Cidade do México, se hospede em regiões mais seguras e centrais. Fiquei em Chapultepec e gostei muito, pois a região, além de ser segura, oferece mais facilidade para desbravar a cidade.

2- Transporte

Outra dica de segurança é não pegar (NÃO PEGAR MESMO!) táxi sem credenciamento. O índice de estrangeiros sequestrados em táxis sem credenciamento é muito alto. Quando estive lá, usei o EasyTaxy, mas você também pode usar Cabify ou Uber.

Em relação ao transporte público, o metrô e metrobús (um ônibus que possui faixa exclusiva) possuem áreas reservadas só para mulheres. Recomendo que você utilize essas áreas no momento de utilizar o transporte. Além de evitar sofrer com assédios, você também estará mais segura, pois na área mista há muito batedores de carteiras.

A última dica e muito valiosa é o deslocamento da CDMX para as cidades próximas. Evite voltar dessas cidades à noite. Ouvi rumores de que pegar a estrada é muito perigoso, pois há assaltos aos ônibus. Por isso, se for fazer um bate e volta, tente regressar a CDMX à tarde.

3- Internet

Uma dica, de coração, é não ficar sem internet. Primeiro, a cidade é muito grande e você pode precisar da internet para usar o mapa e não se perder. Segundo, que você consegue contato mais fácil caso aconteça algo (bate na madeira, mas melhor prevenir). Caso não use roaming, no Aeroporto da Cidade do México tem uma loja da Tecel e um chip custa 100 pesos.

4- Assédio

Antes de conhecer a CDMX, ouvi casos horríveis sobre assédio. Entretanto, senti que sofri menos do que sofro em São Paulo. Mesmo assim não vou mentir – há sim. O que recomendo é não ficar dando pinta de turista. Nada de ficar abrindo mapa no meio da rua. Ande com confiança e se alguém te incomodar não relute – chame a polícia (a cidade possui um policiamento muito alto, não é difícil encontrar um policial).

4- [DICA EXTRA] Trocar dinheiro

Caso você não use cartão de crédito, ou queira trocar um pouco de dinheiro, recomendo que leve dólares, pois a cotação é melhor. Se for levar real, você deve fazer a troca em alguma casa de câmbio do aeroporto. Na cidade, é muito difícil encontrar casas de câmbio que aceitem real.

No geral, acredito que seja isso. Durante este mês, vamos publicar uma série de matérias com indicações de lugares legais na CDMX. Fique ligada para não perder.

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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