CABE lança campanha para combater preconceito contra as brasileiras no exterior

Imagem: CABE / divulgação

Não é de hoje que as brasileiras sofrem com o preconceito no exterior. Os gringos ainda insistem em nos enxergar por meio de estereótipos como: mulheres fáceis, de curvas avantajadas, de beleza “exótica” e que só estão no exterior em busca de uma cidadania.

Sabemos que essa imagem está longe de contemplar a diversidade de mulheres brasileiras. Somos muitas e cada uma com sua singularidade. Contudo, são esses estereótipos que rodeiam o imaginário dos gringos em relação a nós. Para piorar, por conta dos estereótipos, muitas brasileiras estão sofrendo preconceito e assédio no exterior.

Foi justamente por conta do preconceito e do assédio que o movimento de Combate ao Assédio às Brasileiras no Exterior (CABE) surgiu. Idealizado pelas brasileiras Ana Paula Costa e Andressa Batista Lopes, o movimento lançou na semana passada a campanha #brasileiraSIMequerorespeito.

Imagem: CABE / divulgação

“A campanha visa a conscientização da população mundial acerca do problema da violência cometida através do assédio contra a mulher brasileira que está fora do seu país e a integração dessa população para a prevenção e eliminação de novas condutas.”, explica a cartilha da campanha.

O CABE ainda visa gerar  “reflexão acerca dos impactos e das consequências negativas que o estereótipo da brasileira como uma mulher “promíscua” gera na vida destas mulheres e como fere os princípios de Dignidade da Pessoa Humana; Autodeterminação e Liberdade Sexual; Livre Desenvolvimento da Personalidade; entre diversos outros preceitos mundialmente defendidos”.

Campanha usa as redes sociais para denunciar e conscientizar 

A campanha foi desenvolvida por meio de depoimentos de brasileiras. As organizadoras produziram arquivos de mídia e de texto que serão divulgados no Facebook e no Instagram com conteúdo que possam informar a população  sobre o problema do assédio e do preconceito.

O movimento ainda criou a #brasileiraSIMequerorespeito para que brasileiras possam relatar casos de assédio ou preconceito. Desta forma, se você está no exterior sofrendo algum tipo de preconceito ou assédio não deixe de denunciar. Se você gostou da campanha e quer ajudar, compartilhe este texto ou a página do CABE em suas redes sociais.

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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