Brasileira denuncia assédio sexual durante voo da Ethiopian Airlines

Reprodução parcial / Facebook

No dia 3 de julho, a jornalista Juliana Holanda, 33 anos, pegou um voo da Ethiopian Airlines para Londres (Inglaterra), país no qual estava indo fazer uma qualificação profissional. Uma viagem que era para ser algo construtivo para a brasileira, logo no primeiro momento a fez sofrer uma das piores situações para as mulheres – a violência sexual.

Jornalista denuncia assédio durante voo

Holanda guardou para si o acontecimento, mas no dia 10 de agosto resolveu contar ao mundo o acontecido através de sua conta do Facebook. A jornalista contou que enquanto escutava música no avião, que já fazia uma viagem de 24 horas, um homem que estava ao seu lado começou a se masturbar. “Notei o movimento da cadeira e abri os olhos sem acreditar no que estava acontecendo. Nesse momento, ele estava tentando pegar em mim”, disse.

Após a cena de assédio, a jornalista ainda passou por humilhação e falta de respeito quanto foi pedir ajuda a tripulação na aeronave. “Tirei o cinto de segurança, me levantei o mais rápido que pude e saí correndo para a frente do avião. Contei o que havia acontecido para a aeromoça e tive que insistir para sentar em outro lugar. Pedi para falar com a pessoa responsável pelo voo e não chamaram. Comecei a chorar de susto, raiva, vergonha, impotência, tudo misturado. Chamei outra aeromoça, contei o que tinha acontecido, pedi água e pedi para chamar a responsável pelo voo. Me deram água, não chamaram ninguém”, contou.

Ela ainda revelou que quando a responsável pelo voo apareceu disse que não podia acionar a polícia de Londres, pois não tinha testemunhas do crime. Após o ocorrido, Holanda entrou em contato com mais de 20 e-mail da companhia aérea. “Não tive nenhuma resposta oficial da empresa. Apenas um funcionário ficou consternado com a situação e me escreveu pedindo desculpas. Cerca de um mês depois do incidente, no dia 30 de julho, recebi um e-mail da empresa dizendo que a culpa era minha, porque eu que não quis chamar a polícia nem levar o caso adiante”, declarou.

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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