Backstage do Parque das Aves (PR): uma pausa no caos para entender a natureza

Nathalia Marques, no Parque das Aves. (Imagem: Alejandro Maslow/ Maslow Producciones)

Já contei para vocês sobre as minhas impressões de Foz do Iguaçu e sobre minha experiência nas Cataratas. No entanto, ainda há muito o que falar sobre essa viagem. Sinto que chegou a hora de compartilhar uma experiência única que tive com a natureza e que aconteceu quando participei do Backstage do Parque das Aves.

Sinceramente, quando decidi participar desse passeio não sabia exatamente o que esperar. Estava animada com o fato de conseguir me aproximar das aves, mas acho que era basicamente isso. No entanto, acabei sendo surpreendida com as coisas que aprendi no Backstage e com o contato que tive com os pássaros.

Antes de me aprofundar no passeio, acho importante explicar como funciona o Parque das Aves para contextualizar melhor.  O parque é o maior viveiro do mundo especializado em Araras. Além disso, conta com mais de 1.100 animais que se diferenciam em mais de 140 espécies.

O local atua recuperando aves resgatadas do tráfico. 50% das aves que estão ali foram resgatadas, receberam cuidados médicos, alimentação, carinho e só 43% delas nasceram realmente no local. Nesse sentido, o parque faz um trabalho incrível para a natureza e no Backstage é possível saber mais sobre esse trabalho, bem como entender mais sobre os pássaros.

Backstage do Parque das Aves: um passeio, uma experiência, um lar

Nathalia Marques, no Parque das Aves. (Imagem: Alejandro Maslow/ Maslow Producciones)

Durante todo o tour, os visitantes são acompanhados por profissionais bem treinados, que explicam todo o funcionamento do parque e são capazes de esclarecer diversas dúvidas. No dia em que participei do Backstage, o passeio começou no Baby Station. Ali, é possível conhecer os filhotinhos das aves. Não tive a oportunidade de ver um, pois na época tinha poucos e eles estavam recebendo atendimento. Mas, geralmente, essa experiência é incluída.

Em seguida, recebemos a visita de um papagaio super inteligente e que respondia todos os comandos do seu treinador. Após ficar encantada com esse querido, fiquei ainda mais feliz em ter a oportunidade de alimentar os flamengos.

Confesso que no início fiquei um pouco receosa, pois recebemos um potinho com a ração e tínhamos que dar para eles com as nossos próprias mãos. Fiquei com receio de me machucar, mas tão logo eles começaram a comer percebi que não tinha perigo nenhum.

Algo interessante que tive o prazer de aprender alimentando os pássaros, foi que cada um deles tem uma personalidade própria. Quando a guia comentou isso, parei para observar e realmente fez muito sentido. Tinha alguns flamengos que eram super exibidos, abriam as asas e outros mais quietinhos. Enfim, foi uma descoberta e tanto.

Depois dos flamengos, foi a vez de alimentar os tucanos. Gente, eles possuem uma visão incrível. Você joga uma bolinha minúscula próximo deles e eles são capazes de pegar numa boa. Mas os bichinhos são gulosos, viu? Quando acaba a ração, temos que mostrar nossas mãos para provar que não temos mais alimentos. Caso contrário, podemos acabar deixando eles estressados.

Outra experiência fantástica nos bastidores foi ter a oportunidade de segurar uma lagarta caligo, que no futuro irá se tornar uma borboleta coruja. Ah, e também tive a oportunidade de passar em um viveiro com centenas (ou mais) de borboletas. Foi a coisa mais linda de se viver.

Ah, meninas, foram muitas emoções, muito conhecimento, e para fechar maravilhosamente bem, o tour terminou em um deck ao ar livre, em meio a um jardim de borboletas, onde podíamos interagir com uma arara e comer uns lanchinhos super gostosos. Incrível, né?

Informações importantes sobre o Backstage do Parque das Aves

Idiomas: português e inglês

Horários: 7h30, 10h30 e 14h

Duração: 1h30

Valores: R$ 200 por pessoa

Endereço: Av. das Cataratas, KM 17.1 – Foz do Iguaçu – PR

* O M pelo Mundo realizou o passeio do Backstage por meio de uma parceria com o Parque das Aves.

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Sou jornalista de formação e conto com passagens por diversos veículos de imprensa. No entanto, foi como repórter de turismo que encontrei minha paixão. Sou feminista e em 2015 decidi juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o portal M pelo Mundo.

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